Em documento apresentado à Justiça nesta quinta-feira (7), o Ministério Público do Estado da Bahia e o Ministério Público Federal solicitaram que seja determinado ao governo federal que descentralize o pagamento do auxílio emergencial por meio da inclusão das agências do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste no rol de instituições que podem realizar a operação.

No documento, o promotor de Justiça Fernando Lins e o procurador da República Leandro Bastos Nunes argumentam que “a manutenção da atual rede bancária é absolutamente incapaz de lidar com os volumes financeiros e o alcance populacional proposto pelo auxílio emergencial”.

Eles requerem que a União seja determinada a fazer a implementação no prazo de 10 dias.

O promotor e o procurador acrescentam ainda que diversas instituições financeiras possuem larga capilaridade no país e dispõem de ampla estruturação física, equipamentos conectados em rede e de pessoal qualificado, de modo a poderem oferecer o serviço de pagamento com mais racionalidade e conforto aos milhões de beneficiários do auxílio emergencial.

Segundo o MP-BA, somente com o reforço das agências do Banco do Brasil, o número de agências bancárias à disposição dos brasileiros mais que dobraria e a inserção das demais instituições aumentaria em cinco vezes mais o número de agências no processo de pagamentos.